O crime organizado encontrou no ambiente digital um espaço para ampliar a atuação, reduzir a exposição dos envolvidos e alcançar vítimas que, muitas vezes, estão a quilômetros de distância.

A mudança não significa que as modalidades tradicionais desapareceram. O que ocorreu foi uma ampliação das formas de atuação, com golpes que passaram a combinar telefone, aplicativos de mensagens, redes sociais, páginas falsas, dados pessoais e ferramentas tecnológicas.
No Estado de São Paulo, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), fechou 2025 com 353 casos solucionados, média próxima de um caso esclarecido por dia. No mesmo período, realizou 138 operações, cumpriu 632 mandados judiciais e fez 325 indiciamentos.
Foram apreendidos 402 celulares e outros 727 dispositivos e materiais eletrônicos. Criada em 2020, a unidade atua na investigação de crimes praticados no ambiente digital e mantém um Centro de Inteligência Cibernética, com policiais com formação técnica na área de informática.
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